‘Quem vai ficar com o elefante branco?’, diz CEO de empresa que terá concessão de parque

‘Quem vai ficar com o elefante branco?’, diz CEO de empresa que terá concessão de parque
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CHAPADA DOS GUIMARÃES

Pedro Cleto, CEO da empresa que venceu o leilão da concessão do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, a Holding Parquetur, “alfinetou” o Governo do Estado, que ainda batalha pela estadualização do espaço. Cleto disse que não faz sentido “Parque Nacional ser estadualizado” e questionou “quem vai ficar com o elefante branco depois?”, se referindo às obras propostas pelo Governo, como o elevador panorâmico e passarela de vidro.  

ecisão do Tribunal de Contas da União (TCU) manteve suspensa a assinatura do contrato de concessão da prestação de serviços públicos no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. O governo do Estado questiona o processo de concessão e tem interesse em assumir a gestão do parque.

“Foi suspenso pelo TCU, ele já acompanhou desde o momento que estava sendo feito esse leilão, então tudo foi pelo TCU e agora a gente tem certeza que também passaremos dessa próxima fase de suspensão […] e vamos ser chamados para assinatura do contrato. A partir do momento que assinarmos o contrato nós temos 30 dias para assumir o parque”, disse Pedro Cleto.  

Governo de Mato Grosso se queixa, por exemplo, do investimento anunciado pela concessionária, que é de R$18 milhões, enquanto promete investimentos de R$ 200 milhões, em 30 anos. Cleto explicou que os R$ 18 milhões são apenas nos 3 primeiros anos de concessão e contestou a capacidade do poder público em manter um bom serviço.  

“Quando o governador coloca os R$ 200 milhões que vão ser investidos, ele vai fazer um elevador panorâmico, ele coloca lá para fazer um deck de vidro, ele coloca várias coisas, mas isso é muito complicado porque quem vai dar manutenção nisso daí depois? […] normalmente o Estado, o Governo Federal, o Governo Estadual, eles conseguem fazer esses grandes investimentos, mas eles não conseguem fazer a manutenção depois”, argumentou.  

Além disso, pontuou que, por mais que o governador Mauro Mendes tenha o interesse de investir no parque, ele não será o chefe do Executivo estadual pelos 30 anos da concessão.  

“Para quem é que vai ficar o elefante branco depois? Porque hoje o governador está lá, mas amanhã pode ser outra pessoa que não tem o interesse em fazer esses investimentos e nós não, como concessionários ao longo de 30 anos a gente tem que dar manutenção em tudo que fizer lá, como uma obrigatoriedade. Então são diferenças muito importantes de colocar o dinheiro e, além de colocar o dinheiro, tomar conta de tudo que vai acontecer lá ao longo de 30 anos”.  

Cleto, por fim, garantiu que não tem nada contra o governador, mas não vê sentido nesta tentativa de obter a gestão do parque.  

“A gente não tem absolutamente nada contra o Governo, ele está questionando o processo que foi muito bem feito […], o Governo está tentando já faz mais de mais de 3 anos, desde o governo Bolsonaro que está tentando fazer esse movimento de estadualizar o parque e não faz sentido nenhum Parque Nacional ser estadualizado. […] Então ele está fazendo esse questionamento e já tentou de 7 diferentes formas fazer isso. Estamos agora no TCU para simplesmente bater o martelo nisso e a gente começar a concessão. Mas o que o governador questionando é o processo, nada contra a gente, inclusive fomos lá visitar o governador”.  

Gazeta digital.

Bruno Bairros

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