Petrobras (PETR3;PETR4) rejeita proposta da União para reserva e pagará R$ 35,8 bi em dividendos


A Petrobras confirmou, em comunicado, que a assembleia geral ordinária (AGO) aprovou nesta quinta-feira (27) a remuneração aos acionistas relativa ao exercício social de 2022 no valor de R$ 17,06 por ação (ordinária ou preferencial) em circulação. O montante corresponde a R$ 222,5 bilhões, mas parte desse valor foi pago durante o ano passado, referente ao exercício de janeiro a setembro.
Já o dividendo referente ao quarto trimestre será pago em três parcelas ao longo de 2023. O valor total do dividendo complementar equivale a R$ 2,74 por ação em circulação, totalizando cerca de R$ 35,8 bilhões.
O valor confirma que os acionistas da Petrobras rejeitaram em assembleia a proposta da União por uma reserva estatutária de R$ 6,5 bilhões, montante que seria retirado dos dividendos a serem pagos agora. Assim, foi mantido o pagamento já previsto a acionistas de R$ 35,8 bilhões referentes ao exercício da companhia entre outubro e dezembro de 2022.
A primeira parcela será paga no valor de R$ 1,42 por ação, no dia 19 de maio para os acionistas da B3, e a partir de 26 de maio para detentores de recibos de ações (ADRs) negociados na Bolsa de Nova York (Nyse).
A segunda parcela será paga em 16 de junho, no valor de R$ 0,91 por ação, para os detentores de ações no Brasil, e a partir de 23 de junho para aqueles que detêm recibos de ações em Nova York. Em 27 de dezembro, será paga a terceira e última parcela, no valor de R$ 0,51 por ação negociada na B3, e, a partir de 4 de janeiro de 2024, para os detentores de ADRs na Nyse.
Os valores das três parcelas continuarão a ser atualizados pela variação da taxa Selic até a data dos efetivos pagamentos. A data de corte para os detentores de ações de emissão da Petrobras negociadas na B3 será hoje e a “record date” para os detentores de ADRs será 1º de maio.
As ações e os ADRs serão negociados ex-direitos a partir de amanhã, dia 28 de abril.