Nove militares do GSI envolvidos em invasão ao Planalto depõem à PF

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Servidores apareceram nas imagens do circuito interno de segurança do Palácio do Planalto em 8 de Janeiro; decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ordenou depoimentos

Servidores apareceram nas imagens do circuito interno de segurança do Palácio do Planalto

Polícia Federal (PF) irá ouvir neste domingo, 23, outros nove militares do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) envolvidos nos ataques de vandalismos à sede dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de Janeiro. As oitivas acontecerão às 10h e às 14h, em medida determinada por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os servidores que hoje prestarão depoimento, embora sejam experientes e já tenham passagens pelos governos Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), foram flagrados através das imagens do circuito interno de segurança do Palácio do Planalto dando água para os vândalos que depredaram o prédio do poder Executivo. Os depoimentos agendados para este domingo integram uma determinação do magistrado que determinou a oitiva de todos os funcionários do GSI que foram identificados dentro do Planalto durante as invasões de 8 de Janeiro. Os depoimentos agendados para este domingo integram uma determinação do magistrado que determinou a oitiva de todos os funcionários do GSI que foram identificados dentro do Palácio do Planalto durante as invasões de 8 de Janeiro. Na última sexta-feira, 21, os investigadores da Polícia Federal colheram o depoimento do ex-ministro do GSI, general Gonçalves Dias. No local, o militar afirmou, em um depoimento de mais de quatro horas, que não prendeu os invasores pois encontrava-se num “gerenciamento de crise” na manifestação. O ex-membro do governo Lula, primeiro a cair desde o início do terceiro mandato presidencial, disse “não ter condições materiais” de realizar as detenções dos manifestantes que invadiram o prédio público e de manter o local seguro ao mesmo tempo.

Já na última quinta-feira, 20, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o general Gonçalves Dias saiu do órgão por conta própria. Questionado, na chegada a um evento no Planalto, o petista afirmou que não estava chateado com o militar e que sua saída ocorreu por vontade própria. A demissão de Dias do comando do GSI ocorreu momentos após a divulgação das imagens do circuito interno do Planalto que mostram Gonçalves transitando no prédio público e conversando com vândalos durante as depredações no dia 8 de Janeiro.Com a saída de Gonçalves Dias, o ex-interventor na segurança do Distrito Federal e secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, passou a assumir o comando do GSI de maneira interina. Como resposta, no Congresso, parlamentares da oposição ao governo Lula querem a prisão do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional. A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou que irá protocolar um pedido formal na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-membro do governo federal. “O Anderson Torres sequer estava aqui, e o crime que a gente está apontando é o mesmo crime que o próprio Alexandre de Moraes prendeu o Anderson Torres. Só que a diferença é que esse ex-ministro estava aqui, no meio da confusão, no meio da manifestação, conversou com manifestantes, participou, provavelmente, inclusive, enviado pelo presidente Lula, já que eles já sabiam, através da Abin, desde o dia anterior que haveria essa manifestação. E o Anderson Torres estava fora do país”, afirmou.

*Com informações do repórter Bruno Pinheiro

Bruno Bairros

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