Haddad diz que, se depender do governo, reforma tributária será votada no 1º semestre

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (16) que, se depender do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a reforma tributária será votada no Congresso Nacional no primeiro semestre deste ano.

O ministro deu a declaração em entrevista concedida em Davos, na Suíça, onde ocorre o Fórum Econômico Mundial.

Para o petista, já há “muita maturidade” no debate sobre a necessidade de mudanças nas regras tributárias na Câmara e no Senado.

“Nós queremos aprovar a reforma tributária. Ela é essencial para buscar a justiça tributária e para reindustrializar o país, porque é a indústria que paga hoje quase um terço dos tributos no Brasil e responde por 10% da produção. Então, existe um desequilíbrio muito grande em relação à indústria”, disse Haddad.

Questionado sobre o que pretende fazer para evitar efeitos de possíveis crises internacionais na economia brasileira, Haddad disse que, além da reforma tributária, é necessário melhorar o acesso ao crédito e diminuir o número de endividados no país.

IPI

 

Na Suíça, Haddad foi questionado sobre a declaração de Alckmin e disse que o governo decidiu não reonerar o IPI.

“Justamente para sinalizar para a indústria que nós queremos aprovar a reforma tributária”, declarou.

 

As propostas de reforma tributária

 

As duas PECs citadas por Haddad têm o objetivo de simplificar a cobrança de impostos no país.

A proposta em análise na Câmara foi apresentada em 2019 e estabelece a substituição de cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por um só, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) – que segue o modelo do imposto sobre o valor agregado (IVA).

A PEC foi apresentada pelo deputado Baleira Rossi (MDB-SP), com colaboração do economista Bernard Appy, diretor do Centro de Cidadania Fiscal (CCIF). Essa é a reforma que Haddad apoia.

Já a do Senado, também apresentada em 2019, cria o IVA dual, que vai substituir tributos federais, estaduais e municipais que incidem principalmente sobre o consumo de bens e serviços (ICMS, ISS, PIS e Cofins).

Por G1

Bruno Bairros

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