Amiga de ex-taxista que está sendo procurado pela PF, vereadora de Comodoro gastou R$ 13 mil para ir a curso e filmou protestos em Brasília

Amiga de ex-taxista que está sendo procurado pela PF, vereadora de Comodoro gastou R$ 13 mil para ir a curso e filmou protestos em Brasília
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A vereadora Gleyscer Belussi (Podemos), presidente da Câmara Municipal de Comodoro, cidade de Mato Grosso a 100 km da divisa com Rondônia, tem ligação próxima com o procurado pela polícia do Distrito Federal, Alan Diego dos Santos Rodrigues.

Alan Diego, mato-grossense de Comodoro, que está sendo procurado por envolvimento em atos de terrorismo em Brasília, trabalhou na campanha da vereadora, de quem é amigo. As informações são do Portal UOL.

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Após a campanha para a vereadora, Rodrigues trabalhou como taxista em Comodoro por cerca de um ano. Para um dos colegas de trabalho, ele deve ter se deixado influenciar e foi usado pelos bolsonaristas. Um dos colegas de trabalho de Alan Diego na Astax (Associação de Taxistas) de Comodoro, diz que ele sempre pareceu uma pessoa tranquila, embora fosse bastante influenciável. “Que eu saiba, ele é um cara de boa.

O problema é que vai muito pela ‘pilha’ dos outros”, contou Silvan Messiaro, motorista de táxi em Comodoro. “Só se foi no meio desse povo aí (manifestantes bolsonaristas) que colocaram ele no meio disso (refere-se ao atentado).” No depoimento que deu à polícia, George Washington de Sousa disse que “no dia 23/12, à noite, foi até o QG e deixou o artefato explosivo já preparado, com a pessoa de Alan Diego dos Santos Rodrigues”. No dia seguinte, a peça foi encontrada próximo ao aeroporto “Ele era Bolsonaro, mas não lembro que tenha feito nenhum comentário mais agressivo antes. Usaram ele”, diz Silvan, sobre Alan Diego.

A vereadora também participou de manifestações em Brasília, e recentemente ela divulgou em grupos de WhatsApp com seus seguidores que estava no meio do conflito em que foi preso o pastor evangélico e líder indígena José Acácio Serere Xavante, 42, conhecido como “Cacique Serere”, que também teve a prisão temporária determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

No caso da participação da vereadora nos protestos, o problema maior para ela é o uso do dinheiro público: segundo o Portal da Transparência da Câmara de Comodoro, ela gastou mais de R$ 13 mil para sair de Vilhena e seguir de avião até a capital do Brasil. Segundo a documentação obtida pela reportagem, a vereadora solicitou seis diárias e meia para a viagem que, segundo ela, tinha como objetivo a participação em um curso de capacitação com duração de quatro dias.

Gleyscer também tem criticado duramente, na tribuna da Casa que ela preside em Comodoro, as decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e faz discursos em apoio aos manifestantes que continuam em Brasília. Como a Câmara de Comodoro está em recesso.

FONTE: FOLHA DO SUL ON LINE

Bruno Bairros

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