Torcedores carregam cadeirante pelas escadas para assistir jogo em setor superior na Arena Pantanal em Cuiabá

Torcedores carregam cadeirante pelas escadas para assistir jogo em setor superior na Arena Pantanal em Cuiabá
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Vídeos registraram o torcedor palmeirense sendo carregado por falta de elevador no espaço.

O cadeirante Bruno de Luna Cavalcanti, de 31 anos, precisou ser carregado para assistir o jogo do Cuiabá e Palmeiras, no setor Norte, da Arena Pantanal, em Cuiabá, no último domingo (6). Vídeos gravados pelos torcedores registraram o palmeirense sendo carregado por falta de elevador no espaço.

Segundo a prima de Bruno, Lenise Cavalcanti, eles compraram os ingressos para o setor e não foram informados que o espaço não tinha elevador, mesmo tendo avisado na bilheteria que o ingresso seria para uma pessoa com deficiência.

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O Cuiabá Esporte Clube foi procurado pelo g1 e disse que a orientação do clube é informar, tanto na venda de ingressos, quanto no acesso à Arena Pantanal, que não há elevadores no setor Norte. Sobre os questionamentos acerca do que supostamente não foi feito, conforme alegação dos torcedores envolvidos, o time preferiu não se manifestar.

Em nota, a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) informou que o estádio possui 157 assentos para obesos e outros 157 assentos para portadores de mobilidade reduzida. Além de espaços reservados a pessoas com deficiência.

Segundo a secretaria, a Arena Pantanal é equipada com rampas de acesso, banheiros adaptados, 12 elevadores funcionais e conta com 130 locais exclusivos para portadores de cadeira de rodas, com assentos especiais para seus acompanhantes.

Por lei, pessoas com algum tipo de deficiência têm direito à meia-entrada em jogos de futebol. No entanto, o Cuiabá Esporte Clube disponibiliza gratuidade para cadeirantes, porém, vale apenas para o time da casa, alegou Lenise.

Ela contou que foi informada que teria meia entrada para o primo na torcida do time visitante e, somente quando foi subir de setor, descobriu que não havia elevador, já que eles não foram alertados.

“Só ficamos sabendo isso lá na hora. Tentei resolver na bilheteria, mas teríamos que pagar uma diferença de R$ 175 por ingresso, que no total dava R$ 1.050. Depois uma senhora que estava a frente cuidando da organização dos ingressos ofereceu que ele ficasse em um lugar privado que não era próximo da torcida. Como já tínhamos comprado e ele queria ficar com a torcida, subimos com ele”, disse a prima.

Bruno Bairros

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