Votos em Neri Geller serão considerados nulos, segundo TRE-MT

Votos em Neri Geller serão considerados nulos, segundo TRE-MT
Visualizações: 28 | Online agora: 0
Neri teve a candidatura indeferida pelo TSE por unanimidade em julgamento realizado nessa quinta-feira (29).

Com o indeferimento da candidatura de Neri Geller (PP) ao Senado, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) informou que os eventuais votos que ele receber nesta eleição serão considerados nulos.

Neri teve a candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE ) por unanimidade em julgamento realizado nessa quinta-feira (29).

Os ministros acolheram um recurso do Ministério Público Eleitoral contra decisão do TRE-MT que havia liberado o candidato a concorrer à eleição deste ano. Neri informou que irá recorrer da decisão e que está previsto um novo julgamento da decisão que o tornou inelegível por abuso de poder econômico. Leia a nota enviada pela equipe do então candidato ao final da reportagem.

Participe do nosso grupo no whatsapp e receba mais matérias como esta clicando aqui.

Durante coletiva realizada nessa quinta-feira, o presidente do TRE-MT, desembargador Carlos Alberto da Rocha, comunicou que o registro do candidato foi impugnado. Porém, o nome dele aparecerá nas urnas, que foram lacradas antes da decisão do TSE.

“É uma forma de demonstrar até que as urnas são seguras, porque quando elas foram lacradas, os nomes de todos os candidatos já constavam nessa urna. Eventuais votos que ele tiver serão considerados nulos”, disse

Os votos nulos não são considerados válidos e, por isso, não são contados no resultado do pleito.

O caso

No dia 23 de agosto, o TSE cassou o diploma do mandato do deputado federal por Mato Grosso Neri Geller e o declarou inelegível. Ele foi condenado por supostamente usar a conta bancária do filho para esconder recursos recebidos durante a campanha eleitoral de 2018. De acordo com o Ministério Público Eleitoral, os valores foram disfarçados como pagamentos advindos da atividade de produtor rural.

Geller alega que não cometeu crime eleitoral, que o filho é sócio dele e que os pagamentos são de duas multinacionais e que, em vez de ir para ele, acabaram sendo enviados para a conta do filho. Em entrevista coletiva, ele afirmou que tais transferências são “perfeitamente comuns” e que tudo foi declarado no Imposto de Renda (IR).

Bruno Bairros

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *