Filhas entram com ação para declarar mãe indigna de receber herança de empresário assassinado em Cuiabá

Filhas entram com ação para declarar mãe indigna de receber herança de empresário assassinado em Cuiabá
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Ana Cláudia Flor é acusada de mandar matar marido. Ela confessou à Justiça que pagou R$ 60 mil para mandar assassinar o empresário Toni Flor.

Ana Cláudia e Toni da Silva Flor eram casados há 15 anos — Foto: Reprodução

As três filhas do empresário Toni Flor, morto em agosto de 2020, entraram com uma ação de exclusão da mãe, a empresária Ana Claudia Flor, como herdeira do marido. Ana confessou ter pago R$ 60 mil para mandar matar o marido. O crime aconteceu no dia 11 de agosto de 2020, no momento em que a vítima chegava a uma academia, no Bairro Jardim Santa Marta, em Cuiabá.

As meninas de 6, 9 e 11 anos buscam reconhecer que Ana Claudia Flor é indigna de receber herança e que seja excluída da sucessão, ou seja, que não receba nada da herança do empresário. A defesa de Ana Claudia afirma que as filhas moram com a avó materna, mas a avô paterna é quem entrou com a ação.

O advogado afirma que o Código Civil prevê que sejam excluídos os autores e coautores de homicídio doloso da herança, mesmo que fosse “cônjuge, companheiro, ascendente ou descendente”.

Segundo a ação, Ana Cláudia Flor está desfazendo dos bens de Toni Flor. A mãe do empresário citou que uma casa do casal está a venda e afirmou que um carro do casal foi vendido por ela. No entanto, ela nega e diz que o veículo foi furtado no Rio de Janeiro, durante a festa de réveillon de 2021.

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Ré confessa

Ana Cláudia Flor confessou em depoimento à Justiça em 24 de fevereiro, que pagou R$ 60 mil para matar o marido. Segundo a empresária, a encomenda do crime foi feita porque ela teria sido agredida pelo marido, nova versão apresentada do fato. Destacou que Toni teria feito ameaças a uma das filhas do casal. Então, a mulher procurou por Igor Espinosa e o contratou para executar o marido.

Ela afirmou ao juiz Flavio Miraglia Fernandes que encomendou o crime depois de uma briga, mas que depois se arrependeu. Porém, o marido foi executado. Depois do crime, Ana Cláudia Flor disse que passou a ser cobrada e fez o pagamento pelo crime em um posto de gasolina, em frente à Rodoviária de Cuiabá.

Para demonstrar que se arrependeu de ter praticado o crime, a mulher disse que ficou ao lado do marido quando ele ficou internado e depois da morte pediu os avanços das investigações. Segundo a mulher, quando o marido morreu ela sentiu alívio.

A morte

Toni foi assassinado a tiros quando chegava à academia, no bairro Santa Marta, em Cuiabá. O suspeito estava em frente ao estabelecimento, de cabeça baixa, e perguntou pelo nome dele e, quando ele respondeu, foi baleado.

A vítima correu para o interior da academia, sendo socorrida e encaminhada para o Hospital Municipal de Cuiabá, com quatro ferimentos. Toni chegou ao hospital consciente, sendo encaminhado imediatamente para cirurgia, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu dois dias depois.

Por g1 MT

Bruno Bairros

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