Exército e Funai identificam invasão e desmatamento em terras onde indígenas vivem isolados em MT
Invasores fugiram com a aproximação do helicóptero e não foram localizados. A região tem o maior índice de desmatamento no estado.
Uma equipe do Exército Brasileiro e da Fundação Nacional do Índio (Funai) identificaram invasão e desmatamento nos limites da Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo e da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, em Colniza, a 1.065 km de Cuiabá, nessa quarta-feira (4). As duas áreas são habitadas por índios isolados.
De acordo com o Exército, as equipes realizam a Operação Samaúma para combater crimes ambientais nessas áreas protegidas.
Durante sobrevoos de helicóptero, os agentes da Funai e integrantes da tropa do Exército foram infiltrados por meio do guincho da aeronave, pois a área não permitir pouso.
Ainda segundo o Exército, no local, foram encontrados acampamentos ilegais. Os invasores fugiram com a aproximação do helicóptero e não foram localizados.
A aldeia é habitada por indígenas isolados, que vivem exclusivamente no interior da floresta, sem qualquer contato com a sociedade externa.
“A atuação aconteceu em uma área extremamente sensível em termos etnoambientais, contribuindo para a proteção do meio ambiente, bem como das condições de sobrevivência dessas populações tradicionais”, diz, em nota.
A Operação Samaúma tem o objetivo atender ao decreto presidencial do dia 28 de junho, que visa intensificar a fiscalização e repressão ao desmatamento na região e no combate a focos de incêndio.
Maior área desmatada
Colniza tem o maior índice de desmatamento no estado. No primeiro semestre deste ano, o município recebeu mais de R$ 120 milhões em multas ambientais, conforme dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT).
Em julho, mais de 60 soldados do Exército foram encaminhados ao municípios para reforçar o combate ao desmatamento ilegal.