Estava nervoso e falou bobagem, avalia Botelho sobre críticas de Mauro à ALMT

O presidente da Assembleia, deputado estadual Eduardo Botelho (DEM) atribuiu ao “nervosismo” a fala do governador Mauro Mendes (DEM), o qual recomendou ao Legislativo que abrisse mão do duodécimo de mais de R$ 500 milhões para pagar o auxílio aos professores interinos durante a pandemia de Covid-19.
Essa foi a reação à derrubada, por 16 votos a 5, do veto de Mauro à lei aprovada pela Assembleia que garantia auxilio de R$ 1,1 mil aos mais de 60 mil professores interinos, na sessão desta segunda (22). Segundo o Governo do Estado, a Lei é inconstitucional já que a Assembleia não pode criar despesas para o Executivo.
“O governador estava nervoso, falou bobagem. Tenho certeza que já se acalmou e Governo do Estado e Assembleia seguirão trabalhando juntos pelo desenvolvimento de Mato Grosso”, disse Botelho
Apesar do desabado de Mauro, o Governo do Estado acatará a decisão da Assembleia e vai cumprir após a derrubada do veto. “O Governo do Estado informa que irá cumprir o teor do texto aprovado pela Assembleia Legislativa na derrubada do veto nº 45/2020”, diz comunicado divulgado pelo Palácio Paiaguás.
Botelho também lembrou que a Assembleia ajuda o Executivo com recursos financeiros. Conforme o democrata, recursos devolvidos pelo Legislativo já garantiram funcionamento de hospitais, aquisição de viaturas e só para o combate a Covid-19 foram destinados R$ 30 milhões.
Segundo a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2020, aprovada pela Assembleia em janeiro deste ano, o orçamento de todo Estado está estimado em R$ 20,3 bilhões. Desse montante, o Legislativo ficará com R$ 548 milhões.
Botelho também está empenhado na aprovação da PEC da reforma da Previdência, que tem encontrado resistência entre deputados da base governista. Apesar da fala de Mauro criticando a Assembleia, o presidente garante que nada muda.
“Continuo trabalhando pela reforma da Previdência, que é fundamental para consolidar a recuperação econômica do Estado. Vamos continuar buscar o entendimento até a votação prevista para a próxima quarta”, concluiu.
Para aprovação da PEC, são necessários 15 votos. o Governo tem, no máximo 13 votos favoráveis e, por isso, atua para convencer mais aliados da necessidade de aprovar a matéria.