Botelho: Investigação da Polícia irá dizer se há grampos na AL

Botelho: Investigação da Polícia irá dizer se há grampos na AL
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Material de escutas e câmeras espiãs foram encontradas dentro do gabinete de deputado

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), classificou como “caso de polícia” as possíveis escutas clandestinas encontradas em gabinetes da Casa de Leis.

Na semana passada, um segurança encontrou diversos materiais como câmeras e aparelhos de escutas clandestinas. Os objetos suspeitos estavam na sala da presidência e do Colégio de Líderes.

De acordo com Botelho, ainda não se sabe sobre a possibilidade de o equipamento ter sido implantado para grampear conversas dos parlamentares no gabinete. 

Segundo ele, o caso está sob investigação na Gerência de Combate a Crimes de Alta Tecnologia (Gecat), da Polícia Judiciária Civil. Os equipamentos já foram submetidos a perícia pela Polícia Judiciária Civil (PJC).

“Eu não sei se são grampos mesmo. A Segurança Púbica está acompanhando. É um caso de polícia e agora não cabe mais a nenhum deputado ficar comentando esse assunto”, afirmou o parlamentar em conversa com a imprensa, nesta semana.

Nesta semana foram realizados varreduras nos gabinetes de alguns deputados estaduais para verificação de possíveis câmeras e escutas clandestinas.

A Polícia dirá se tem ou não, e eu não estou preocupado com isso. Nem discutindo isso estou

Segundo o Coronel Henrique Santos, coordenador militar do Legislativo, ao menos sete parlamentares já realizaram o pedido e a inspeção teve inicio nesta semana.

Botelho disse não estar preocupado com o episódio, mas, sim, focado nos trabalhos durante a pandemia do novo coronavírus.

“A Polícia dirá se tem ou não, e eu não estou preocupado com isso. Nem discutindo isso estou”, completou.

Entenda o caso

Um boletim de ocorrência foi registrado pelo policial civil que atua no Legislativo, Heleno Xavier de Oliveira, na noite de sexta-feira (17).

Aos policias, ele relatou que encontrou materiais de escutas clandestinas e câmeras espiãs, na tarde do dia anterior, dentro do gabinete da presidência.

“Notou uma diferença no teto da presidência, diante disso, o comunicante subiu em uma escada e notou algo estranho como vários fios diferentes, levando a entender que seria algo semelhante a escutas clandestinas. Comprovou que, de fato, havia escutas ilegais e pontos de câmeras espiã, dentro do gabinete do presidente da Assembleia Legislativa do Estado”, consta no boletim de ocorrências.

No documento ainda é narrado que os vários pontos de escutas ilegais, “haviam dois cabos grossos, sendo um de cor azul de telefone e outro cabo branco por onde mandava o som das escutas”.

Ele ainda contou que foi seguindo os fios que encontrou e chegou a vários pontos também na sala do Colégio de Líderes, que fica próxima ao gabinete da presidência.

“Que foi notado ainda que na mesa onde se reúnem, tinha sinais de que haviam pregados vários pontos anteriormente. Informa ainda que requer pericias no material ora encontrado e diante dos fatos pede providências”, diz trecho do BO.

Bruno Bairros

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