O que é melhor: um vereador que fiscaliza ou um prefeito corrupto?

que é melhor para a população de Cuiabá, um vereador “bocudo”, que fala o que pensa, crítico, investiga e fiscalza os atos de um prefeito corrupto, ou vereadores e prefeito corruptos? A coragem de Abilio Junior é necessária, principalmente no que diz respeito aos órgãos públicos. Eu como jornalista e cidadão solicitei na Assembleia Legislativa de Mato Grosso o relatórios de gastos da CPI das Cartas de Crédito há três anos. Sumiram com o protocolo e até hoje não me deram respostas. Sabe por quê? Porque de críticas e fiscalização nenhum político gosta, muito menos os corruptos.
Os apaixonados pelo prefeito corrupto gostam de frisar o temperamento forte de Abilio Junior. Mas isso não justifica cassar seu mandato. Se esta justificativa fosse juridicamente aceita, Jair Bolsonaro e Donald Trump já estariam na cadeia, assim como Jean Willys.
Os vereadores da base do prefeito mostram para a sociedade sua ignorância exercitando, a seu modo, o “só sei que nada sei”. O vereador Marcrean agrediu uma liderança de bairro, Toninho de Souza é constantemente preconceituoso, até mesmo com os doentes e os vereadores da situação não fazem nada em relação a esses fatos que motivam a cassação de mandato.
Por outro lado, Cuiabá tem um prefeito que foi flagrado pegando propina (quando era deputado), e os vereadores fazem corpo mole, fazem-se de cegos, surdos e mudos, todos usam paletó.
A estratégia do prefeito e dos vereadores da base de jogar a sociedade contra o ex-vereador Abilio Junior deu errado. Falta um ingrediente essencial: o prefeito corrupto e os vereadores da situação não têm moral nenhuma, não são imparciais, são maquiavélicos. Por outro lado, a cassação injusta do vereador Abilio Junior, indecente e sem justificativa, levou a população a inundar as redes sociais com sua revolta, com críticas pesadas contra o alcaide do Palácio Alencastro e dos “capachos” no Legislativo Municipal de Cuiabá.
O prefeito e os vereadores simpatizantes vivem numa cortina de fumaça quando o assunto é corrupção na Prefeitura de Cuiabá. Não tendo como negar a propina do paletó, Emanuel Pinheiro convocou os vereadores travestidos de paladinos no “talk show” da vergonha e perversão que foi o processo de cassação. Mas ficou evidente nesse processo que há milhares de pessoas que não são bobos da corte e enxergam a realidade, a prodridão na atual gestão municipal.
O trabalho de uma imprensa independente é noticiar a verdade. O trabalho de gestores sérios, de caráter, é cumprir a lei e ser honesto. A função social de ambos é a mesma: melhorar o homem na sociedade, valorizar a integridade, o caráter e a honestidade. Portanto, não importa seu temperamento, se é liberal, de centro, de esquerda ou de direita.
O prefeito e os vereadores subservientes são intransigentes, viram Abilio Junior como inimigo, pois ele é uma ameaça à seu “modus operandi”, é um lider forte que pode derrotá-los nas eleições.
A imprensa, neste cenário, tem o dever de fiscalizar a gestão municipal e denunciar a corrupção na Prefeitura de Cuiabá e na Câmara Municipal e jogar luz sobre ambas. A imprensa não pode se vergar ante a manipulação da mídia, arma utilizada amplamente para calar denúncias e exaltar o alcaide.
Diante destas considerações, pergunto: O que é melhor para Cuiabá: um prefeito corrupto ou um vereador que fiscaliza? Eu quero 1 prefeito honesto e 25 vereadores que fiscalizam.
Por fim, o Ministério Público e o Judiciário não podem permanecer inertes contra esses desmandos que vem ocorrendo tanto na Prefeitura de Cuiabá, como no Legislativo da capital.
É urgente que as autoridadesacelerem as diversas investigações em curso e o Gaeco e Polícia Federal deflagrem uma operações nos dois Poderes para prender e afastar os corruptos da sociedade cuiabana.
A justiça está dormindo?
Fonte: caldeiraopolitico