Selma: Fávaro quer fazer uso indevido de emendas no Senado

Selma: Fávaro quer fazer uso indevido de emendas no Senado
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Ex-vice-governador atua para ocupar a vaga de Selma interinamente; senadora critica possibilidade

A senadora cassada Selma Arruda (Podemos) voltou a criticar a possibilidade de o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) ocupar a vaga no Senado interinamente, após o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a posse do terceiro colocado na disputa pelo Senado em 2018 em Mato Grosso.

Em entrevista ao site O Antagonista, Selma sugeriu que, caso assuma a vaga, Fávaro irá usar indevidamente as emendas parlamentares – instrumento garantido aos deputados federais e senadores brasileiros em relação ao orçamento da União.

“Não desejo isso para o povo de Mato Grosso. Ele já deixou muito claro que quer ocupar o cargo neste tempo antes da eleição para mexer em emendas. E a gente sabe o que esse pessoal faz com emendas”, disse ela, sem detalhar.

Ele já deixou muito claro que quer ocupar o cargo neste tempo antes da eleição para mexer em emendas

Selma chegou a ingressar com recurso no STF para reverter a decisão que determina a posse imediata de Fávaro no Senado Federal. O recurso foi encaminhado à relatora do caso ministra Rosa Weber.

A liminar que beneficia Fávaro foi uma resposta a duas Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs) protocoladas na Corte Suprema tanto pelo partido de Fávaro quanto pelo Governo do Estado. Ambos alegaram que a cassação da senadora levou a uma sub-representação do Estado, que ficaria com dois senadores enquanto os outros entes federados permaneceriam com três.

A defesa da senadora alegou que a determinação do presidente do STF é contrária ao posicionamento já anunciado no julgamento feito pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral. Um dos ministros, segundo Selma, é Rosa Weber, relatora de seu caso no Supremo.

No início do mês, Selma classificou como “absurda” a decisão de Toffoli. Para ela, o ministro irá criar um “senador biônico”, que é colocado no cargo sem ter sido escolhido diretamente pela população.

Bruno Bairros

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