Polícia Civil cumpre mandados contra vereadores de Rondolândia – MT


A Delegacia de Polícia Judiciária Civil cumpriu na tarde de segunda-feira (11.02), dois mandados de prisão preventiva decretados contra vereadores do município de Rondolândia (1600 km a Noroeste). A investigação é do Ministério Público Estadual, por meio da Promotoria de Justiça de Comodoro.
As ordens foram expedidas pelo juiz da comarca de Comodoro contra os vereadores: Diones Miranda Carvalho, Lígia Neiva e Joaquim da Cruz pela prática do chamado “mensalinho”, em ação penal impetrada contra os três legisladores. Dois deles, Lígia Neiva e Joaquim da Cruz, já foram presos. A primeira ontem à noite nas dependências da Câmara Municipal e o segundo se entregou hoje.

Diones Miranda Carvalho é o presidente da casa legislativa. A Câmara de Rondolândia, ainda encontra-se foragido da justiça.

O cumprimento dos mandados de prisão preventiva foi efetuado pela Polícia Civil de Comodoro, que se deslocou até Rondolândia, que fica cerca de 500 km da cidade, para dar efetivo cumprimento as ordens judiciais.
O delegado de polícia Gilson Silveira, disse que o presidente da casa legislativa, é considerado foragido, pois ao ter percebido a aproximação dos policiais civis fugiu do local e não foi localizado até esta manhã em nenhum ponto do município.
“Ambos serão apresentados ao Poder Judiciário da Comarca de Comodoro para audiência de custódia. Já o terceiro parlamentar, que estava como presidente da Câmara dos Vereadores é procurado”, disse o delegado.
Investigação
De acordo com os autos, desde que assumiu a Prefeitura de Rondolândia, em 2017, o prefeito sofreu diversos entraves na administração de um grupo de vereadores.
Os parlamentares cobravam espaço no Executivo, com a nomeação de secretários por eles indicados, alojando cabos eleitorais em cargos comissionados, bem como o pagamento de determinada quantia em dinheiro a título de ‘apoio’ político junto ao Parlamento municipal.
Em depoimento prestado ao MP, o prefeito alegou que aceitou a pressão desse grupo de vereadores de modo que, sistematicamente entregava-lhes pessoalmente ou por intermédio de outras pessoas dinheiro para manter sua ‘sustentabilidade política’ no município.
O MP diz que criou-se em Rondolândia o famigerado sistema de ‘mensalinhos’, que nada mais é do que uma prática de compra de apoio político pelo prefeito de determinados vereadores.
Em 2018 os vereadores cassaram o mandado do prefeito após denúncias de contratações duvidosas, licitações e irregularidades no INSS dos servidores municipais. Naquela ocasião o prefeito havia alegado que era extorquido pelos vereadores desde o início do mandato.
Assessoria | PJC-MT