Empresário acusado de liderar esquema de sonegação é executado

Empresário acusado de liderar esquema de sonegação é executado
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Wagner Florêncio Pimentel foi preso em dezembro de 2017, durante a Operação Crédito Podre

O empresário Wagner Florêncio Pimentel, de 47 anos, acusado de liderar um esquema de sonegação em Mato Grosso, foi assassinado na noite do último sábado (9), no Bairro Jardim das Américas, em Cuiabá.

Ele foi um dos alvos da Operação Crédito Podre, deflagrada pela Polícia Civil em 2017, que apurou fraudes na comercialização interestadual de grãos, com sonegação de mais de R$ 140 milhões em Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Segundo Boletim de Ocorrência, a vítima foi localizada no interior de seu veículo, um Renault/Sandero, de cor branca. O carro estava na esquina da Avenida Brasília com a Rua Montreal.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas o empresário já estava morto.

Ainda segundo o B.O, dentro do veículo, peritos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) localizaram cinco cápsulas de munição calibre 9 mm.

No interior do carro, também foi localizada uma sacola com vários envelopes, totalizando R$ 1,6 mil.

A delegada Janira Laranjeira Siqueira, da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), esteve no local e fez a liberação do corpo, ela disse que ainda não é possível afirmar se o homicídio tem alguma relação com as acusações às quais o empresário respondia após ser alvo de investigação da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz).

Terei acesso ao inquérito da Defaz somente na segunda-feira (11), mas posso confirmar que trata-se de execução

“Não vou confirmar nada neste sentido, tendo em vista que terei acesso ao inquérito da Defaz somente na segunda-feira (11), mas posso confirmar que trata-se de execução”, disse.

O autor dos disparos ainda não foi identificado. O caso será investigado pela DHPP.

Crédito Podre

Wagner, sua esposa, Keila Catarina de Paula e outros investigados foram presos em dezembro de 2017, durante a operação deflagrada pela Defaz.

Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), os investigados na operação se uniram para praticar crimes de organização criminosa, falsidade ideológica de documentos públicos e particulares, uso indevido de selo público verdadeiro, falsa identidade, coação no curso do processo e ameaça e fraude fiscal.

O objetivo, conforme o MPE, era “realizar a comercialização interestadual de mercadorias primárias de origem agrícola sem proceder ao recolhimento do ICMS incidente e, com isso, obter vantagem financeira espúria e promovendo concorrência desleal”.

Na investigação, segundo o delegado da Defaz, Sylvio do Vale Ferreira Júnior, foi descoberta a constituição de mais de 30 empresas, de fachada ou mesmo fantasmas, com a finalidade de simular operações internas de venda de grãos, para criação de créditos inidôneo de ICMS.

Ou seja, elas documentavam toda a operação simulada como tributada, lançando o ICMS devido, mas o recolhimento não era feito.

Bruno Bairros

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