Jayme diz que pequenos produtores não devem ser taxados e que muito ‘barão’ tem que ir para cadeia.

O senador eleito Jayme Campos (DEM) voltou a defender a taxação do agronegócio durante audiência pública que tratou do tema, realizada na tarde desta quinta-feira (29). De acordo com ele, o Mato grosso não pode ter uma casta de barões do agro, que usufruem das riquezas do Estado e que não devolvem nada.“Não venham querer me acuar, pois não sou filho de pai assombrado. Sou senador de todo povo mato-grossense. Não sou senador de seguimento isolado. Eu faço campanha com meu dinheiro, dentro da minha limitação e não saio devendo ninguém depois da eleição. Por isso exijo respeito e ninguém vai me acuar. Vou para trincheira para que este estado não seja uma casta de barões e tubarões, daqueles que usufruem das riquezas deste Estado e não devolvem coisa alguma”, disse o senador eleito.
Ainda conforme Campos, os pequenos e médios produtores não devem ser penalizados e que taxação deve ser feita apenas aos poucos ‘tubarões’, que devem colaborar para que Mato Grosso deixe de ser um Estado apenas agrícola.
“Eu defendo a tese da progressão da taxação, cobrança no modelo na ordem progressiva. 500 hectares fora, mil hectares fora, até 2,5 mil hectares fora. Não posso aceitar que esta meia dúzia que está sendo beneficiada, continue sendo beneficiada e não larguem não é nem da teta, é do laticínio. Temos que olhar para agricultura familiar. Dos 110 mil produtores cadastrados aqui, 106 mil são pequenos e médios produtores. Muitos deles vivem abaixo da linha da miséria, sem nenhuma participação, sem nenhum incentivo do Estado e muito menos do Governo Federal”, afirmou.
Por fim, o senador eleito disse que há muitos erros sendo cometidos no Estado e quando as notas fiscais forem revistas, muitos barões do agronegócio que estão sendo beneficiados vão parar na cadeia.
“Hora que batermos nas notas, da simples remessa de soja que fala que vai para tal lugar exportar, que fica no mercado interno, esmaga aqui, faz óleo fino, degomado e não paga ICMS, vai para cadeia. Muitos barões e tubarões tem que ir preso em Mato Grosso. Quero saber onde está o Ministério Público?”, finalizou.